Curso de Comunicação Social da UESC pede socorro

Como graduada neste curso e mestranda pela mesma Instituição, não posso me calar ao presenciar a situação-problema dos alunos de Comunicação Social da UESC.

Publicamos aqui a mensagem enviada pela Comissão de Comunicação do movimento “Comunicação Fora do Ar”.

Hoje, 14 de abril, os alunos do curso de Comunicação Social da UESC, saíram em viagem a Salvador,  a fim de se reunirem com o Secretário de Educação do governo do estado da Bahia, Adeum Sauer. Às 7:00h saiu da Universidade um ônibus com cerca de 25 alunos. A reunião será às 14:00h e se estenderá até às 18:30h, horário de retorno dos estudantes. Em assembléia estudantil no dia 08 de abril foram escolhidos os representantes do curso que buscam solucionar o problema que coloca 13 disciplinas em risco de serem canceladas, atrasando o curso em um semestre (no mínimo): a falta de técnicos que torna possível a realização das disciplinas práticas do curso relacionadas a áudio e vídeo. Considerando que o curso de comunicação social da UESC possui sua habilitação em Rádio e TV, percebe-se que a falta de técnicos inviabiliza o curso. Contamos com seu apoio para divulgar a situação que o curso tem enfrentado. Segue um texto que explica melhor o que tem acontecido até
este momento e em anexo uma carta aberta. Agradecemos.

Respeitosamente

Comissão de Comunicação do movimento “Comunicação Fora do Ar”

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Curso de Comunicação da UESC  pode parar por falta de técnicos

“O curso de Comunicação Social da UESC corre o risco de ter o semestre cancelado por conta da ausência de técnicos. O problema foi sinalizado para a administração da Universidade desde o ano passado pelo Colegiado do curso. A ausência dos técnicos em áudio e vídeo inviabiliza as matérias práticas, ao todo treze disciplinas, distribuídas entre o segundo e sétimo semestre.

No dia 07 deste mês, mais de 200 alunos do curso realizaram uma passeata pela Universidade reivindicando da reitoria soluções para o problema. O protesto teve como seu destino final o sexto andar da Torre Administrativa, onde fica a reitoria. Lá os estudantes fizeram um apitaço e bradaram pela presença do reitor. A vice-reitora Adélia Pinheiro disponibilizou o auditório para que os alunos pudessem se reunir com ela até que o reitor chegasse e pudesse falar melhor sobre a situação do curso. Durante a assembléia, o reitor da UESC, Joaquim Bastos, chegou e após explicar a situação e ouvir os alunos, marcou para o próximo dia 14 em Salvador uma reunião com estudantes e o Secretário de Educação do governo do estado da Bahia, Adeum Sauer, para solucionar o problema.

Segundo o reitor, a contratação de técnicos e funcionários é um problema generalizado dentro da Instituição. “Não é só o curso de Comunicação que enfrenta esta dificuldade, e sim todos os laboratórios e estrutura administrativa”, diz Joaquim. No esclarecimento dado na reunião com os estudantes nesta tarde (7) o reitor explicou que o problema começou quando o Tribunal de Contas da União, em sua auditoria anual de 2008, considerou uma falta com a Lei de Responsabilidade Fiscal as contratações temporárias.

Esta medida do TCU já havia sido informada há cinco anos, como uma norma que todas as instituições públicas e autarquias deveriam se preparar para cumprir. Impossibilitados de realizar contratações temporárias sobre os termos de inexigibilidade, a Universidade, segundo Joaquim, solicitou a contratação destes técnicos ao governo do estado da Bahia desde 2007 e até então não houve a autorização necessária do governo para iniciar o processo de abertura de editais e seleção. “A verba de um milhão e quinhentos já foi enviada para a Secretaria de Planejamento e eles já remanejaram para a Secretaria de Educação, impossibilitando o resgate deste dinheiro, mas a autorização final para a contratação ainda não saiu”, disse o reitor.

Durante a reunião Joaquim telefonou para o Secretário de Educação do estado, Adeum Sauer, e o colocou para falar diretamente com uma representante dos estudantes. A conversa resultou no agendamento de uma audiência para o dia quinze a fim de encontrar uma alternativa para não prejudicar mais de duzentos estudantes.

O Colegiado do curso decidiu por unanimidade que o conteúdo teórico das matérias em risco já está em seu limite e deu até o dia dezesseis desse mês para que a situação se regularize, do contrário as treze matérias envolvidas serão canceladas. Os estudantes pedem o apoio da sociedade civil organizada, imprensa e promotoria pública para recorrer a uma contratação emergencial de técnicos e prometem permanecer mobilizados até obterem uma solução definitiva.”

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